Saúde

Ministério anuncia compra de Doses da Vacina CoronaVac, imunização começa no 2º semestre de 2021

Ministério anuncia compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac e diz que imunização pode começar no 2º semestre de 2021.

A CoronaVac está na terceira fase de testes e não houve registro de efeitos colaterais graves, a vacina pode ser considerada segura.

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A União deve investir R$ 2,6 bilhões até janeiro. Vacina chinesa produzida em parceria com o Instituto Butantan será incluída no calendário nacional de vacinação e distribuída em todo o Brasil.

O governo federal anuncia que em reunião com alguns governadores no dia 20 de outubro de 2020, que a União vai adquirir uma compra 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra Covid-19 produzida em parceria com uma empresa chinesa Sinovac e Instituto Butantan.

  • Com isso, o governo federal deve editar uma nova Medida Provisória para disponibilizar R$ 2,6 bilhões até janeiro.

A informação de que o acordo seria firmado durante a reunião foi antecipada pelo jornalista José Roberto Burnier, da GloboNews.

Assim como as demais vacinas testadas no Brasil, a CoronaVac está em fase de testes e sua eficácia ainda precisa ser comprovada antes que o uso seja liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.
“As perspectivas da vacina são otimistas, mas não podemos dar uma data específica de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o final do ano essa vacina tenha o dossiê entregue na Anvisa, e que a Anvisa possa proceder a análise e o registro”, disse.

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Nos testes, são aplicadas duas doses do imunizante por voluntário.

Vacina contra Covid-19 no Brasil não será obrigatória, de acordo com o ministério
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e mais 23 governadores participaram da reunião com o ministro da Saúde.

Segundo Pazuello, quando a vacina for aprovada, as doses serão distribuídas a todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que há décadas é responsável por campanhas nacionais de vacinação.

“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse Pazuello.

Antes do anúncio desta terça-feira, a previsão do ministério era ter 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021:

Liderada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) os 40 milhões de doses foram entregues pela iniciativa COVAX Facility.

100 milhões de doses via AstraZeneca/Oxford Apesar das doses no segundo semestre, o governo projeta produzir 165 milhões de doses deste imunizante.

Agora, o Ministério da Saúde afirmou que “somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac – representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021”

Embora Doria tenha garantido anteriormente que a vacina começaria a ser aplicada em profissionais de saúde no dia 15 de dezembro, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta segunda que a data para liberação ainda é incerta.

Segurança da vacina
A CoronaVac está na terceira fase de testes. Nesta segunda-feira (20), o governo de São Paulo afirmou que 35% dos nove mil voluntários que participam dos testes no Brasil apresentaram reações adversas leves.

Segundo o governo, não houve registro de efeitos colaterais graves e a vacina pode ser considerada segura.

Para ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é necessário que a eficácia da vacina também seja comprovada.

“As perspectivas da vacina são otimistas, mas não podemos dar uma data específica de quando isso vai acontecer.

Esperamos que até o final do ano essa vacina tenha o dossiê entregue na Anvisa, e que a Anvisa possa proceder a análise e o registro”, disse.

Fonte: g1.globo

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